O que fazer quando a vida perde o sentido: A visão da psicologia clínica
(Copiar a partir daqui) "Eu tenho tudo para ser feliz, mas sinto um vazio absoluto. O que eu faço?". Escuto essa exata formulação semanalmente na minha prática clínica. Quando um paciente digita no Google buscando saber o que fazer quando a vida perde o sentido e adiciona a palavra "psicologia" à busca, ele não está procurando frases de motivação rasas; ele está pedindo uma intervenção estrutural. Na clínica de profundidade, compreendemos que a perda de sentido não é uma falha no seu cérebro, mas um evento psíquico necessário. É o som da fundação da sua vida rachando porque o roteiro que você seguia não suporta mais a pessoa que você se tornou.
O desmoronamento das certezas emprestadas O vazio existencial costuma atingir com mais violência as pessoas que foram excelentes cumpridoras de regras. Desde a infância, nós recebemos da família e da cultura um manual com "Réguas Prontas" sobre o que deve ter valor: casar até tal idade, alcançar um cargo específico, acumular bens. O indivíduo passa anos correndo atrás dessas metas.
A crise se instaura no momento exato em que a meta é atingida (ou quando se percebe que ela é inatingível) e a promessa de completude falha miseravelmente. Observo no consultório que a dor da perda de sentido é, na verdade, o luto pelas certezas emprestadas. Você descobre que passou a vida inteira terceirizando o seu pensamento e vivendo os valores de outras pessoas. É uma fase de profunda desorientação que exige uma investigação severa, abordada diretamente no tratamento de crise existencial e falta de propósito [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "crise existencial e falta de propósito" em um link interno hiperlinkado para a primeira página sobre Crise Existencial do Cluster 1].
O erro de preencher o vazio rapidamente O instinto imediato de quem sente esse vazio é tentar tapá-lo com urgência. O paciente troca de emprego impulsivamente, termina casamentos de forma reativa ou mergulha em fanatismos (sejam eles religiosos, políticos ou hiperprodutivos). Essa fuga apenas adia o problema.
Como psicólogo, a minha primeira intervenção é ensinar o paciente a suportar o desconforto de não ter respostas. É o que conceituo como vestir o "manto da ignorância". Admitir conscientemente que você não sabe quem é ou o que quer, sem entrar em pânico, é o pré-requisito absoluto para que a verdadeira investigação de si mesmo comece. Apenas no vácuo do "não-saber" é que os seus desejos autênticos conseguem emergir.
Forjando o próprio sentido A terapia não devolve o sentido antigo que você perdeu; ela oferece as ferramentas para que você forje um novo. Esse é um processo analítico de arqueologia pessoal, onde desmontamos as expectativas externas para que você construa um sistema de valores genuinamente seu.
Se a vida perdeu o sabor e você está exausto de tentar se encaixar em um roteiro que não lhe pertence, o espaço psicoterapêutico é a forja para essa transformação. Realizo atendimentos psicológicos online para o Brasil e exterior, além de sessões presenciais no meu consultório em Presidente Epitácio - SP.
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