Sintomas físicos de ansiedade que parecem infarto: O corpo gritando o que a mente cala
(Copiar a partir daqui) Uma das queixas mais aterrorizantes e frequentes que recebo no consultório é a de pacientes que foram parar na emergência de um hospital com dor no peito, dormência no braço esquerdo, falta de ar severa e a certeza absoluta de que iriam morrer. Após uma bateria de exames cardiológicos, o médico os dispensa com a frase: "Você não tem nada no coração, é apenas ansiedade". Para o paciente, esse diagnóstico costuma soar como se a sua dor estivesse sendo invalidada. No entanto, na prática clínica da psicologia de profundidade, sabemos que esses sintomas físicos de ansiedade que parecem um infarto são brutalmente reais. O seu corpo não está imaginando a dor; ele está reagindo a um colapso psíquico invisível.
A fisiologia do terror invisível Para entender por que uma emoção pode simular um ataque cardíaco, precisamos compreender como o nosso sistema nervoso autônomo opera. Quando a sua mente racional passa meses ou anos ignorando um sofrimento profundo — seja um casamento insustentável, um ambiente de trabalho abusivo ou a supressão da sua própria identidade —, a sua psique entra num estado de tensão extrema.
Como a razão se recusa a resolver o conflito, a sua estrutura instintiva assume o controle. O cérebro dispara uma carga maciça de adrenalina e cortisol na sua corrente sanguínea, preparando o seu corpo para lutar ou fugir de um perigo letal. O coração acelera para bombear sangue para os músculos, a respiração fica curta e os vasos sanguíneos se contraem. O seu corpo está, literalmente, se preparando para sobreviver a um ataque físico. A dor no peito é a contração real da musculatura intercostal sob estresse extremo. O perigo pode não ser um infarto, mas o alarme biológico é idêntico.
O perigo de silenciar o alarme O erro mais grave que observo após um episódio de ataque de pânico é a tentativa exclusiva de silenciá-lo com medicação, sem investigar a sua origem. O remédio pode abaixar a frequência cardíaca, mas não resolve a guerra interna que acionou o alarme.
Quando o corpo chega ao ponto de simular a morte para obrigá-lo a parar, é um sinal irrefutável de que a sua forma de viver esgotou a própria sustentabilidade. É nesse momento que o trabalho psicoterapêutico focado na regulação emocional e controle da ansiedade [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "regulação emocional e controle da ansiedade" em um link interno hiperlinkado para a página de Regulação Emocional do Cluster 1] torna-se uma questão de urgência vital.
A retomada da consciência corporal Na clínica, o trabalho não consiste em ensinar você a lutar contra o seu corpo, mas a escutá-lo. O sintoma físico extremo é a última fronteira da sua intuição implorando por uma mudança de rota.
Aprender a decodificar essa tensão antes que ela se transforme em um ataque de pânico exige a mediação de um profissional treinado e ético. Se o medo de ter uma nova crise está limitando a sua vida, a psicoterapia é o espaço seguro para desarmar esse gatilho. Realizo atendimentos psicológicos online para pacientes em todo o mundo e sessões presenciais no meu consultório em Presidente Epitácio - SP.
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